• Leonardo Mendes

UMA VITÓRIA COM "F" MAIUSCULO

Em partida disputada até o último lance, a Ferroviária vence o América de Cali por 2 a 1 e se consagra bicampeã da Libertadores.



Atletas da Ferroviária comemorando o bicampeonato da América - Foto: Ignacio Roncoroni


Em uma noite com toda a mística da Libertadores, a Ferroviária sofreu, mas conseguiu superar o poderosíssimo América de Cali, venceu por 2 a 1 e se consagrou campeã da competição pela segunda vez em sua história.


A partida não foi fácil para as Guerreiras Grenás, logo nos momentos iniciais o time colombiano pressionou muito e causou a impressão que o jogo seria muito mais difícil do que aparentava ser. Mas em um lance de pura "sorte de campeão ", Sochor levantou bola na área, mas a goleira Tipia falhou, dando as primeiras pitadas de emoção na partida, aos seis minutos.


Com a desvantagem no placar, os Diablos Rojos aumentaram a pressão no campo da Ferroviária, que conseguiu suportar o abafa adversário. Porém, já diria o ditado: água mole, pedra dura, tanto bate até que fura. E não foi diferente. Após pênalti de Yasmin em Robledo, Usme converteu para empatar a partida. O gol era de extrema importância para a atleta, pois chegou a incrível marca de 29 gols na competição, empatada na artilharia com a Cristiane.


Com o gol, a tendência era que o América mantivesse a pressão até que saísse o gol que levaria a vantagem no placar, mas esqueceram de combinar com a companheira Ocampos. A zagueira cometeu o pênalti em cima de Lurdina, que logo em seguida de sofrer o gol de empate, voltaria a frente com a conversão de Aline Milene.

Precisando da vitória, os Diablos Rojos se jogaram a frente sem medo, e deram trabalho para a defesa das Guerreiras Grenás. Ao menos três jogadas foram claras de gols para as colombianas. Aos 13 minutos Ospina acertou a trave, aos 21 Luciana, como um anjo, evitou o gol de Usme, em belo chute no canto esquerdo. E já no apagar das luzes, no últimos lances da partida, Usme levantou na área e Castañeda cabeceou, a bola foi lentamente, causando aquela sensação de desespero e angústia nos torcedores e atletas. Mas a bola, com maestria e muitas secadas, bateu na trave e jogou fora todas as esperanças colombianas.


Rafa Mineira desperdiçou uma chance claríssima, mas não tinha mais tanto peso, já que faltava segundos para acabar a partida. Aos 51 minutos, o grito pode ser extravasado. Ferroviária é bicampeã da Libertadores. A conquista não só marca a clara hegemonia brasileira na competição, que chegou a nove títulos em doze edições, mas marca também o primeiro time a ser campeão da competição com uma técnica feminina no comando. Lindsay Camila, de 38 anos, assumiu a Ferroviária em janeiro, após longa passagem na França e também na seleção brasileira de base como auxiliar.


O título é gigantesco, que orgulha os moradores de Araraquara, do Brasil, e de toda América. A vitória não tem um V maiusculo, tem um F, um F de Ferroviária, que em quarto participações chegou em três finais, conquistando três títulos. E com F de futebol feminino, que cada vez mais, vai mostrando que esse jogo também é de mulher!




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