• filipeq09

"V" DE VITÓRIA E VOLTA POR CIMA


Foto: Divulgacao/saopaulofc.net

A tarde do último domingo foi épica para todos os são paulinos. Foi a data de uma comemoração que há muito tempo não era feita. A classificação para a finalíssima do Campeonato Paulista (ou simplesmente Paulistão) não vinha há 16 longos anos (quando o tricolor ganhou a edição de 2005, a mesma era realizada no módulo de pontos corridos).


Após dois empates por 0 a 0 diante do segundo maior rival Palmeiras, o São Paulo enfrentou a disputa de penalidades máximas sob a forte pressão da torcida adversária (a única presente no estádio Allianz Parque). Era a vez dos craques aparecerem e decidirem para ambos os lados. Nenê praticamente foi colocado em campo para a as cobranças apenas, pela sua experiência e talento na marca da cal - e o camisa 10 não decepcionou a escolha dos técnicos Cuca e Vagner Mancini, marcando o primeiro gol da sequência.


Por parte do Palmeiras, os medalhões e ídolos não apareceram, tanto Dudu como Felipe Melo se abstiveram das cobranças, não chamando a responsabilidade pra si. Já Lucas Lima sequer entrou em campo e Gustavo Scarpa foi substituído antes do fim do tempo normal do Choque-Rei. Já pelo lado são paulino os garotos ficaram de fora inicialmente, dando lugar aos experientes Hudson, Everton Felipe, Carneiro (esbanjando frieza ao marcar de cavadinha a meia altura), Bruno Alves, o próprio Nenê e até o goleiro Tiago Volpi (uma grata surpresa na lista de batedores).


E foi exatamente este último que garantiu um bom teste cardíaco ao torcedor tricolor que acompanhava o grande clássico pelas telas da TV e Internet e pelas Rádios, e sobretudo ao novo treinador do time que estava com um coração recém operado. Ao cobrar o último penal das cinco disputas iniciais, o arqueiro desperdiçou, jogando a bola nas mãos de Fernando Prass. Diogo Barbosa fez para o Palmeiras, o que levou a decisão final para as cobranças alternadas (quem perder uma sequer está fora). O zagueiro Bruno Alves converteu, fez o seu dever. Era a chance de Volpi se redimir do erro (ele já havia defendido a finalização de Ricardo Goulart anteriormente).


Ao ver Zé Rafael partir para o chute com a chance de igualar o placar, Tiago deve ter pensado em sua chegada ao São Paulo e como tudo poderia mudar se ele não desviasse a bola - a pressão continuaria para a sua próxima tentativa de defesa. Porém, a confiança adquirida por todo o elenco desde as quartas de final diante do Ituano estava visível no defensor tricolor, que com a maestria de seus tempos de Querétaro-MX espalmou pra cima a chance de mais uma eliminação do São Paulo no ano e em sua história recente. Era um momento de redenção dos desacreditados: Volpi e São Paulo.


Até o goleiro Jean (protagonista de desavenças internas) foi forte colaborador para este momento único na carreira do seu companheiro de trabalho, ao repassar o informativo com as formas com que os atletas palmeirenses cobravam. Ele falhou antes, mas sua atitude agora foi exemplar e dá sinais de esperança para a comissão técnica.


Obviamente não há nada ganho, longe disso, mas fato é que a confiança voltou ao Morumbi. A última final disputada foi em 2012, diante do argentino Tigres pela Sul-Americana, na qual o tricolor saiu com a taça em jogo de muita confusão e apenas um tempo. Desde então o clube acumulava eliminações em oitavas, quartas e semifinais em todos os torneios mata-mata. Cuca, Volpi e cia trouxeram de volta o sentimento de orgulho de ir a uma decisão de campeonato ao torcedor do multi campeão paulista, com 21 conquistas. O caminho agora ficou mais curto.

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