• robson teixeira

Veja o desempenho dos craques eliminados da Copa do Mundo da Rússia


O craque sul-coreano Son Heung Min, do Tottenham. Foto: Reprodução/Instagram


A frase pode parecer clichê, mas serve bem para a atual Copa do Mundo 2018: “uma andorinha não faz verão”. Talvez isso explique o fraco desempenho de alguns atletas que são excelentes em seus clubes, porém não conseguem apresentar o mesmo nível em suas seleções. Alguns desses jogadores até fizeram bons papéis no Mundial, mais ainda assim, estiveram muito aquém do jogam normalmente, seja por falta de organização tática da equipe, falta de capacidade técnica ou até mesmo por falta de companheiros de qualidade em suas seleções. Veja a lista com o desempenho dos craques eliminados ainda na primeira fase da Copa do Mundo da Rússia:


Grupo A

Mohamed Salah – Egito - 25 anos

Posição: ponta-direita

Clube em que atua: Liverpool-ING

Partidas na Copa: 2

Gols na Copa: 2


Fora do primeiro confronto da Copa por conta de um golpe de judô que recebeu do espanhol Sérgio Ramos na final da Liga dos Campeões de 2017-18, cujo resultado foi uma lesão no seu ombro esquerdo, Salah assistiu a derrota contra o Uruguai do banco de reservas. Nas outras duas partidas que disputou (Rússia e Arábia Saudita), deixou um gol em cada, porém, não foi suficiente para fazer o Egito conseguir a sua primeira vitória na história dos Mundiais. Ao final da primeira fase, a seleção africana terminou com três derrotas em três jogos e ficou com a lanterna de seu grupo.

Grupo B

Mehdi Benatia – Marrocos – 31 anos

Posição: zagueiro

Clube em que atua: Juventus-ITA

Partidas na Copa: 3

Gols na Copa: 0


O zagueiro Benatia não comprometeu e nem de longe foi o responsável direto pela eliminação de sua equipe, porém, na segunda rodada, o zagueiro da Juventus podia ter marcado seu nome na história ao fazer um gol em cima de Portugal aos 47 do segundo tempo, porém mandou a bola por cima. Como o Marrocos não teve poder ofensivo nos primeiros dois jogos e ainda por cima, se complicou com um gol contra no jogo de estreia contra o Irã, terminou a primeira fase como lanterna do grupo B com apenas um ponto em três jogos. Apesar da campanha ruim, deve-se ressaltar o histórico empate em 2 a 2 com a forte seleção espanhola. O time de um show no quesito aplicação tática e apresentou um desempenho muito diferente dos outros jogos que disputou na Copa.


Grupo D

Gylfi Sigurdsson- Islândia – 28 anos

Posição: meia-atacante

Clube em que atua: Everton-ING

Partidas na Copa: 3

Gols na Copa: 1


Gylfi Sigurdsson é um armador clássico de muita elegância, porém, não conseguiu render como no Éverton devido ao esquema tático muito defensivo de sua seleção. Apesar de a Islândia ter ficado com a lanterna do grupo D com apenas um ponto, Sigurdsson foi muito útil no histórico empate contra a Argentina na partida de estreia e ainda deu um fio de esperança aos torcedores islandeses quando fez um gol de pênalti na última rodada do grupo, contra a Croácia, quando o time perdeu por 2 a 1. O ponto negativo para o meio-campista foi perder um pênalti na derrota por 2 a 0 contra a Nigéria na segunda rodada.


Grupo E

Kaylor Navas- Costa Rica – 31 anos

Posição: goleiro

Clube em que atua: Real Madrid-ESP

Partidas na Copa: 3

Gols tomados na Copa: 5


Com vários títulos pelo Real Madrid e escolhido como 3º melhor goleiro do mundo em 2017, Kaylor Navas não conseguiu evitar que sua equipe terminasse a Copa na lanterna do grupo E, com apenas um ponto, muito longe do desempenho apresentado em 2014, quando deixou três campeões mundiais para trás (Inglaterra, Itália e Uruguai) e terminou o torneio invicto, caindo nos pênaltis para a Holanda nas quartas de final. Apesar da campanha fraca em 2018, Navas não foi nem de longe o culpado pela eliminação de sua equipe, pois não falhou em nenhum dos gols que tomou, nem mesmo na bola que o brasileiro Philippe Coutinho fez passar por debaixo das pernas do goleiro (2ª rodada), pois o chute foi muito próximo e o tempo de reação era muito curto para fazer alguma coisa. No último jogo, a Costa Rica empatou em 2 a 2 com a Suíça e conseguiu evitar um vexame ainda maior.


Grupo F

Son Heung-min- Coreia do Sul – 25 anos

Posição: ponta-esquerda

Clube em que atua: Tottenham Hotspur-ING

Partidas na Copa: 3

Gols na Copa: 2


O habilidoso e rápido ponta-esquerda, que fez um golaço na derrota por 2 a 1 para o México (2ª rodada do grupo) merecia um destino melhor do que a eliminação na fase de grupos, ainda mais depois da histórica vitória por 2 a 0 em cima da campeã mundial Alemanha na última rodada (Son deixou sua marca nesse jogo também). Se os mexicanos vencessem a Suécia, a Coreia do Sul teria avançado para as oitavas. Os asiáticos terminaram o Mundial na terceira posição de seu grupo, com uma vitória em três jogos e deixaram a Alemanha com a lanterna. A eliminação sul-coreana tem um peso ainda maior para Son, pois em seu país, todos têm que cumprir pelo menos 21 meses de serviço militar antes de completar 28 anos de idade e a estrela coreana irá completar 26 anos no dia 8 de julho. A única exceção é para atletas que conseguirem resultados expressivos para sua nação como: chegar ao mata-mata de uma Copa do Mundo, ganhar medalhas nos Jogos Olímpicos ou conquistar o ouro nos Jogos da Ásia. Esse evento, por sinal, é a única esperança de Son e acontecerá na Indonésia entre os dias 18 de agosto e 2 de setembro. Se a estrela coreana não ganhar o ouro, terá que abrir mão de seu contrato com o Tottenham e dificilmente conseguirá atuar em outro grande clube europeu após ficar quase dois anos sem joga


Grupo H

Robert Lewandowski - Polônia – 29 anos

Posição: centroavante

Clube em que atua: Bayern de Munique-ALE

Partidas na Copa: 3

Gols na Copa: 0


Com apenas uma vitória em três jogos, a Polônia ficou na lanterna de seu grupo e sucumbiu junto com seu capitão, Robert Lewandowski. A seleção jogou mal contra Senegal e Colômbia e praticamente deixou o centroavante isolado na área brigando com os zagueiros adversários sem nenhum tipo de ajuda. Esse fraco desempenho ofensivo, somado a uma defesa totalmente instável colaboraram e muito para a eliminação dos poloneses ainda na primeira fase. Pelo menos, a seleção polonesa conseguiu preservar um pouco da sua honra ao vencer os japoneses por 1 a 0 na última rodada. De forma geral, o desempenho de Lewandowski foi a representação da Polônia na Copa, muita luta e pouco poder de fogo.


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