• Bruno Cassiano

VITÓRIA NO CAMPO E NA AUDIÊNCIA

Atualizado: 10 de Jun de 2019


FOTO: FIFA/ GETTY IMAGES

Dia 7 começou a Copa do Mundo de Futebol Feminino. A França venceu, e bem, a seleção da Coreia do Sul. Jogo bom, franco e leal, o mundo viu, nós também pudemos ver e em TV aberta!


Um dia depois, a maior reclamação de quem estava acompanhando a competição foi com a decisão da emissora de canal fechado passar apenas um jogo, com três marcados para o dia, optando transmitir um VT do futebol masculino no lugar. O jogo entre Espanha e África do Sul passaria no site oficial do grupo da emissora, muita gente reportou que nem assim conseguiu ver.


Eis que surgiram os defensores da não transmissão: “Ninguém liga para o futebol feminino”, “só passam aquilo que dá audiência”, “não dá lucro”. Apareceram também aqueles que sentem a necessidade de sempre expor que não gostam de futebol feminino, que acham chato, que o nível não é o mesmo… Entre outras inúmeras frases que são repetidas sem qualquer importância.


Dois dias depois do início da Copa a nossa seleção entrou em campo. Cheia de interrogações acerca do que seria o jogo, com a certeza que não teríamos a nossa maior jogadora em campo, Marta foi poupada.


Às 10h:30 o Brasil estreou, enfrentou a Jamaica. Em campo, Cristiane deu show fazendo três gols, dois deles com assistência de Andressa Alves, jogaço da camisa 7. Vencemos em campo e também fora dele. O argumento da falta de audiência já não faz mais sentido.


O jogo Brasil x Jamaica, rendeu à Rede Globo 21 pontos no Ibope, quando a média para a mesma faixa de horário de domingo é 10. A Band, outra emissora que transmitiu, passou dos 5. Números incríveis e muito animadores, tanto para as empresas quanto para os admiradores do futebol feminino, se tem audiência tem lucro.


Foi o assunto mais falado e compartilhado nas redes sociais, sendo trendic topic do Twitter com várias hashtags. O interesse sempre existiu, o que faltava era a visibilidade, taí a prova. Se é assunto, tem relevância. Importa muito e para muita gente.


Aos incrédulos, resta aceitar que o futebol feminino é uma realidade e uma crescente no Brasil e no mundo, ou se calar. Com ou sem a audiência e a simpatia deles, o futebol feminino continuará quebrando marcas, enchendo a mulherada de representatividade e conquistando aqueles, que de verdade, entendem e são apaixonados pelo futebol.

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